quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Destino Incerto, Caminho Correto.

Quando estamos com sono, nossa mente pensa apenas o essencial, às vezes coisas que nem são tão importantes, mas quando certas pessoas pensam no passado quando estão com sono, e dependendo do que a mesma pense, pode transformar este pensamento numa grande comédia, e começar rir de coisas trágicas, coisas que te fizeram sofrer, coisas que hoje, não tem a menor importância. E em certos momentos, pensamos em coisas boas, coisas que você se pergunta o porquê isso é bom pra mim? Uns gostam de ler livros, outros de viajar, ouvir musica, escrever, e é claro que alguns outros, um pouco de tudo isso, e um pouco de muitas outras coisas. Você deve estar se perguntando, onde eu estou querendo chegar com tudo isso? Não é mesmo? É simples meu caro leitor, é que tudo isso, são escolhas que você fez, antes da primeira, tudo era incerto, você não sabia se iria gostar daquela experiência, quando você leu o primeiro livro, sabe lá, se a energia movida pelo saber ler, pois a grande maioria das pessoas lêem o primeiro livro quando aprendem a ler, e desta forma há ai um combustível de empolgação que encobriria a incerteza do gostar ou não gostar, mas veja outro exemplo, a primeira viajem, não há como saber se você iria gostar de viajar, talvez fosse uma pessoa mais caseira, e menos nômade, o que viria pela frente? O que iria encontrar? Ainda não está entendendo aonde quer chegar com isso? Pois vamos mais a fundo. O que torna uma pessoa feliz? Realizações? Amores? Paz? E o que motiva a busca de tudo isso? A vontade de ser feliz por si só não é capaz de tornar isso possível, é preciso fazer escolhas, às vezes corretas, às vezes erradas, mas ter medo do que é incerto só vai piorar as coisas, como é possível seguir o caminho certo para a minha felicidade se eu me prendo a medos do passado, ou pior a medos do futuro, aqueles que talvez nem aconteçam, o amanhã pode ser incerto, mas o hoje pode ser o começo de um sonho que pode sim, dar certo Só NÃO SONHE em ser o Super-Homem para pular de um prédio achando que vai voar, isso não é um caminho, é uma queda. (acredite isso foi mais que uma piada, há um significado lógico na frase)..

Caminhando na Incerteza

Uma porta que se abre
O que se irá encontrar?
Um sentimento que invade
Mas não se pode parar

É preciso ter calma
Paciência é grande virtude
Daqueles que cuidam da alma
Mesmo que o sentimento não mude

O coração quer continuar
A jornada apenas começou
A incerteza nunca vai acabar
Ela apenas esperou

E tão breve irá mudar de lugar
Em um outro caminho
Em uma outra escolha
Em um outro destino

Mário Filgueira

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Tempo

Passo a passo, sonho a sonho, cada momento da vida de alguém parece tão raro, mesmo quem não caminha, observa. Mesmo quem não observa, caminha. Quem não caminha, e não observa, sofre, e sofrendo, sente, e sentindo você se sente vivo. É difícil pra qualquer um se fechar para a vida, à tentativa do não sofrer é completamente inútil, por isso buscamos a felicidade, pois estando nela o sofrer fica distante. Fazemos loucuras, amamos alguém, odiamos alguém, sentimos alegria, tristeza, mas nunca deixamos de sentir a vida. Mesmo quando alguém morre, a dor não acaba, ela apenas muda de lugar, passa para quem gostava deste alguém, e para quem crer que a morte não é o fim, quem sabe até a dor aumente ao ver o sofrimento de quem queria bem a esse alguém. A conclusão das escolhas que fazemos define nosso destino, sim, é verdade, só que às vezes, as escolhas são tomadas nos momentos errados e nós sofremos pela perda de uma outra coisa, que está com cada ser vivo desde momento em que começa a respirar. O tempo.


O Tempo


Vendo a vida passar
Tentando decifrar segredos
Se culpando pelos erros
Sonhando com aquele olhar

Que qualquer voz pode silenciar
Que diz mais que qualquer palavra
Faz com que uma porta se abra
E mesmo tentando não é possível entrar

Olhando você sente empatia
Mas o tempo errou a medida
Nada do que seria um dia
É mais uma escolha perdida

Desejando mais do que poderia
Continuar nesta ilusão querida
E que apenas torturaria
Aquele que ainda respira vida

Mário Filgueira

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Sentido da Vida



Certa vez ouvi de meu avô, - Tome cuidado com o que você deseja. Isso ainda me faz refletir sobre tudo que já desejei na vida, tudo que já conquistei e, sobretudo, o que já perdi. Perdi muitas paixões, algumas avassaladoras, outras fogo de palha, mas nunca deixei, nem nunca deixarei de acreditar que encontrarei algo mais real, algo mais completo. Penso no amor como objetivo maior, como resultado de uma eterna busca, já fui chamado de romântico ao extremo por causa desse pensamento, mas sei que o que incomoda nessa busca, não são as pessoas dizendo que você está fazendo errado, e sim, você achar estar fazendo certo e sentir que o mundo está errado. Não, eu não abandonei o isso por completo, apenas mantenho guardado dentro de mim, como numa caixa de palhaço, só que não sendo um palhaço, e sim um coração, a caixa espera ser aberta por alguém que possa sorrir ao abrir, e não tomar um enorme susto ao ver o coração pular da caixa, um coração que pode sim ser correspondido por completo por outro coração. Certos Dias estive pensando na vida de um modo muito mais amplo, muito mais singular. Se hoje eu tive todas essas pedras no caminho, deve ser por alguma razão maior, hoje eu tenho mais medo do sufocar com excesso de zelo do que da improvável solidão eterna. Não sou um cara depressivo, longe disso, eu amo viver, tenho ótimos amigos, amo minha banda, minhas músicas, mas sou apenas bem realista, e parei de ficar me iludindo com coisas que nem sei se valerão à pena. Vou levando a vida do jeito que ela me apresenta, sem deixar de correr atrás daquilo que eu sonho, daquilo que desejo e é claro do poema a seguir.

Amor

Estranho pensar que pudera ter sentido
O que não pode ser completo sem a metade
Mas pode ser entendido ao menos em parte
Pois antes já foi um sentimento querido

Poetas tentam definir um conceito
Mas o amor não se pensa, se sente
Mesmo sabendo que ninguém é perfeito
Sei que se trata de algo comovente

Dizem o que seria da lua sem a luz do sol?
O que seria do mar sem as ondas?
O que seria do ar sem o vento?
O que seria da vida sem o amor?

A lua continuaria girando
O mar ainda poderia ser navegado
O ar ainda poderia ser respirado
E a vida... Teria um inútil passado!

Mário Filgueira


sábado, 8 de novembro de 2008

A Razão?

Onde estão aquelas transformações de sentimentos, os sentidos a flor da pele, pelo qual o poeta tanto preza pra compor? Vendo ao longe a 8ª página, além do que meus olhos podem enxergar, não posso escrever, não posso ter, pois isto está além do meu alcance. Mesmo que digam, que sou louco que eu vejo coisa onde não há, eu procuro pensar mais no por que me sinto vazio, e por que sinto que aquele amanhã nunca vai chegar. Estou perdendo as esperanças, acho que é melhor parar de pensar e deixar esse vazio me dominar, ao menos ele me faz esquecer a dor do passado, eu não consigo entender o porquê das coisas, e estou começando a ficar cansado de procurar as respostas. Que o tempo me ajude, pois eu não estou conseguindo mais me ajudar.


Surdo Inconsciente

Por mais que tente
Não vejo a explicação
Mesmo que invente
Estaria na escuridão

É algo que não sai da mente
Mesmo com essa intenção
O sangue corre fervente
Até o tolo coração

Coração que não entende
O que diz a razão
Pois é surdo inconsciente
Vê, mas não estende a mão

Mas um dia se aprende
Querendo ou não
Assim sigo em frente
E
não cairei no chão

Mário Filgueira

sábado, 1 de novembro de 2008

Palavras

Pensamentos povoam a mente de uma forma um tanto diferente, curioso como às coisas surgem de uma hora outra, e você se pergunta, como vim parar aqui? Não, na verdade nem é a busca da resposta que me move a escrever hoje, mas sim, o sentimento de continuidade que me cerca como foi bom reencontrar aquilo que estava adormecido, e reencontrei hoje meu amor próprio, muito graças a algo que não convém revelar, como é bom um dia após o outro, e sentir mais uma vez, que você é capaz de bem mais coisas, que pode acordar que pode mover o lápis, que pode forçar a língua a falar palavras que nem precisam ser bonitas, apenas que agradem de ambas as partes, palavras do coração são lindas, atingem a alma, mas se faltarem certas palavras a vida não flui divertidamente, pois quando se sente muito o coração você acaba por sofrer pela falta, é preciso mais que isso, a carpe diem, hacuna matata, palavras que podem definir o meu estado de espírito.


A Palavra

A palavra que fala
A palavra que fere
A palavra cala
A palavra que impede

A palavra que deseja ouvir
A palavra que arrepia a pele
A palavra que se faz sentir
A palavra que me pede

A palavra que te faz suspirar
A palavra que te faz sorrir
A palavra que vai te calar
E a mesma que vai te engolir

A palavra que vai esperar
Todo dia ao dormir
A palavra que vou falar
É aquilo que você quer ouvir

Mário Filgueira

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Olhando Para o Céu

Termino de escrever na sétima página, é, foi ruim, é muito difícil falar o sentimento de frustração que me envolve, eu devo ter feito algo errado, nem que seja ao menos ter escrito desta forma, ter tentando escrever numa página desconhecida talvez, o que me deixa mais chateado é fato dela destinar as palavras mais alegres para quem não deu tanto valor a ela como eu, não consigo entender o que foi aquele gostar, e só me resta olhar pra frente e tentar esquecer dessa tentativa inútil, a está página dei o meu adeus, e embora esteja mais aliviado, pois fiz o que achei que seria melhor para meu coração, não penso em escrever a oitava, eu estou me fechando para isso, agora deixarei de escrever por um bom tempo, o máximo que farei serão algumas frases, aqui e acolá, se serão belas, não sei, mas ao menos, sei que não me farão sofrer, ainda estou aqui meus amigos, ainda estou de pé, a vida continua, e assim que deve ser.


Déjà Vu

Abro minhas asas
E ergo minhas mãos
Meu olhos em brasa
Chama
(s) (d)o coração

A dor que não poderia doer
Aquilo que algum dia quis
Os olhos que nunca pude ver
Que não podem me fazer feliz

A dias, que o mundo cai na sua cabeça
E você não sabe pra onde correr
E a vida, faz tudo pra que não esqueça
Que não é a ultima vez que vai sofrer

Resta-me para o (s)céu olhar
E esquecer mais uma vez
Que aquele dia jamais iria chegar
Mesmo com tudo que se fez

As palavras não podem explicar
Mas a vida vai continuar
O sonho nem sempre acaba
Mas a dor, pode acabar

Mario Filgueira

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O Inamável


Volto às páginas, e leio novamente para entender os motivos que me levaram a escutar mais uma vez o terceiro imperdoável, relembrando cada momento, pensando se poderia parar o tempo e observar o quanto nem sempre para se ferir é preciso dizer palavras duras, hoje posso dizer que as palavras que mais doeram, foram as mais belas, pois escondida nelas havia a falsa esperança de um dia ser amado por outra pessoa, cada dia que passa e cada página que sangra, me pergunto se eu seria ou não um ser inamável? Elas nunca souberam, nem nunca saberão que embora tenha vidas diferentes, idades diferentes, pensamentos diferentes, são as mesmas palavras que acabam a me torturar, às vezes penso se não seria melhor alguma delas dizer a verdade, falar que eu não sou um ser que elas possam amar, nem que nenhuma garota possa. Um leitor superficial pode pensar na beleza, ou algo do gênero, não, não se trata disso, quando era mais jovem, pensava isso também, hoje sei que é algo bem mais profundo que isso, pois algumas das páginas acabaram por serem escritas por palavras bem mais rústicas do que as minhas. Entretanto, eu acabo sempre por achar que qualquer um pode ser melhor que eu para alguém, acredito que já tenha sido possível entender o que estou querendo dizer, e você talvez queira saber se eu vou continuar. Sim, eu vou, pois ainda não acredito que posso cair na teia de alguma página que queira ser escrita, nem que seja por que não achou um melhor para escrever, se vou ser amado, duvido, mas ao menos, vou ter um passa tempo, já que amo escrever. Antes do fim, a sétima página ainda não foi passada, eu agora, apenas não sei o que escrever nela, sinceramente.


A Espera

Ele olha para janela
Enquanto vê o sol brilhar
E continua na espera
De um dia se libertar

É jogo sem culpados
É jogo sem vencedor
Ele nunca esteve errado
Mas já é o perdedor

As folhas caem
E o vento leva
As palavras saem
Mas não sai da cela

A espera está o coração
Da certeza do inevitável
Do pedir de um perdão
Do ser que é inamável

Mário Filgueira