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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Entre a Cruz e a Espada





       Há momentos na vida, em que você precisa tomar uma decisão, que você precisa tomar um rumo, seguir um caminho, fazer uma escolha e se manter firme nela.

    Nós seres humanos às vezes somos tão sábios em nossas decisões, mas às vezes fazemos coisas por puro impulso, e neste momento, sem a reflexão das consequências de nossos atos que podem nos levar a caminhos tortuosos e nos deixar mais perdidos do que antes de tomarmos esta atitude impulsiva. Mas se não for uma atitude impulsiva? Talvez, seja só algo gritando dentro de você para que você reaja, para que faça algo a respeito disso, para que tire de dentro do peito tudo que você precisa, tudo que quer falar, buscar o que você deseja.

      É impossível saber o caminho correto, a melhor escolha, a que trará menos sofrimento, mas é preciso coragem para seguir em frente, não dá pra abaixar a cabeça, mesmo por medo de seguir o nosso coração, a escolha mais fácil pode dar alegrias, a escolha mais difícil poderá dar o significado do que seria: felicidade. E citando Hellen Keller: “Jamais aprenderíamos a ser corajosos e pacientes se houvesse apenas alegria no mundo”.  

   O que nos leva a pensar quanto tempo nós aguentamos permanecer na escolha errada, isso varia muito de pessoa pra pessoa, Ann Petry diz que: “As pessoas são diferentes, meu amor. Elas são muito diferentes. Algumas conseguem suportar coisas que outras não conseguem. Não é possível prever o quanto cada um consegue suportar”.

    Entre seguir os impulsos ou seguir o coração, onde estaria a razão?  Seguir o coração não seria um impulso?  E seguir a razão não seria a escolha a sábia? Muitas perguntas, nenhuma resposta. Pois a vida é um risco, as vezes a razão te leva ao comodismo, as vezes ela te leva ao sucesso, não é uma ciência exata, mas seguir o coração pode te levar a apenas dois caminhos, ao sofrimento, ou a verdadeira felicidade.






O Caminho

Se há um caminho, é para caminhar
O caminho não é feito para se ficar parado
Este é o caminho, e é preciso continuar
O que é o certo, jamais será um pouco errado

Nem tudo que desejar
Estará ao seu lado
Mas tudo que acreditar
Jamais lhe será tirado

Muitas coisas podem cegar
Mas não querer enxergar é o pior dos casos
Pois em cada vez que tropeçar
Mais dolorosos serão seus passos

Pois a vida só poderá realmente mudar
Quando o caminho certo for traçado
Primeiro vendo o caminho no imaginar
Depois seguindo ele, em cada passo dado

Mário Filgueira




quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Olhando Para o Céu

Termino de escrever na sétima página, é, foi ruim, é muito difícil falar o sentimento de frustração que me envolve, eu devo ter feito algo errado, nem que seja ao menos ter escrito desta forma, ter tentando escrever numa página desconhecida talvez, o que me deixa mais chateado é fato dela destinar as palavras mais alegres para quem não deu tanto valor a ela como eu, não consigo entender o que foi aquele gostar, e só me resta olhar pra frente e tentar esquecer dessa tentativa inútil, a está página dei o meu adeus, e embora esteja mais aliviado, pois fiz o que achei que seria melhor para meu coração, não penso em escrever a oitava, eu estou me fechando para isso, agora deixarei de escrever por um bom tempo, o máximo que farei serão algumas frases, aqui e acolá, se serão belas, não sei, mas ao menos, sei que não me farão sofrer, ainda estou aqui meus amigos, ainda estou de pé, a vida continua, e assim que deve ser.


Déjà Vu

Abro minhas asas
E ergo minhas mãos
Meu olhos em brasa
Chama
(s) (d)o coração

A dor que não poderia doer
Aquilo que algum dia quis
Os olhos que nunca pude ver
Que não podem me fazer feliz

A dias, que o mundo cai na sua cabeça
E você não sabe pra onde correr
E a vida, faz tudo pra que não esqueça
Que não é a ultima vez que vai sofrer

Resta-me para o (s)céu olhar
E esquecer mais uma vez
Que aquele dia jamais iria chegar
Mesmo com tudo que se fez

As palavras não podem explicar
Mas a vida vai continuar
O sonho nem sempre acaba
Mas a dor, pode acabar

Mario Filgueira

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O Inamável


Volto às páginas, e leio novamente para entender os motivos que me levaram a escutar mais uma vez o terceiro imperdoável, relembrando cada momento, pensando se poderia parar o tempo e observar o quanto nem sempre para se ferir é preciso dizer palavras duras, hoje posso dizer que as palavras que mais doeram, foram as mais belas, pois escondida nelas havia a falsa esperança de um dia ser amado por outra pessoa, cada dia que passa e cada página que sangra, me pergunto se eu seria ou não um ser inamável? Elas nunca souberam, nem nunca saberão que embora tenha vidas diferentes, idades diferentes, pensamentos diferentes, são as mesmas palavras que acabam a me torturar, às vezes penso se não seria melhor alguma delas dizer a verdade, falar que eu não sou um ser que elas possam amar, nem que nenhuma garota possa. Um leitor superficial pode pensar na beleza, ou algo do gênero, não, não se trata disso, quando era mais jovem, pensava isso também, hoje sei que é algo bem mais profundo que isso, pois algumas das páginas acabaram por serem escritas por palavras bem mais rústicas do que as minhas. Entretanto, eu acabo sempre por achar que qualquer um pode ser melhor que eu para alguém, acredito que já tenha sido possível entender o que estou querendo dizer, e você talvez queira saber se eu vou continuar. Sim, eu vou, pois ainda não acredito que posso cair na teia de alguma página que queira ser escrita, nem que seja por que não achou um melhor para escrever, se vou ser amado, duvido, mas ao menos, vou ter um passa tempo, já que amo escrever. Antes do fim, a sétima página ainda não foi passada, eu agora, apenas não sei o que escrever nela, sinceramente.


A Espera

Ele olha para janela
Enquanto vê o sol brilhar
E continua na espera
De um dia se libertar

É jogo sem culpados
É jogo sem vencedor
Ele nunca esteve errado
Mas já é o perdedor

As folhas caem
E o vento leva
As palavras saem
Mas não sai da cela

A espera está o coração
Da certeza do inevitável
Do pedir de um perdão
Do ser que é inamável

Mário Filgueira