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domingo, 23 de agosto de 2015

Resiliência


A vida nos desafia todos os dias a vive-la de uma maneira diferente, e ao mesmo tempo a repetir aquilo que nos faz bem, trazer de volta momentos raros, únicos, em busca daquilo chamamos de felicidade. E tudo que você faz é tentar trazer o que você possui de melhor, e assim, se sentindo mais vivo e sendo quem você jamais imaginaria que seria! Até que um dia... Acontece, e você está vivendo, finalmente muito além do que você conseguiria imaginar, e você vive, e vive intensamente tudo que você conquistou e nos braços da felicidade, você relaxa, passa a viver no automático esquece do que aprendeu em anos de aprendizado árduo, e mesmo tendo esperado tanto tempo você começa a se derrubar com pequenas coisas, lhe falta resiliência!


É preciso buscar resiliência com força de vontade, ninguém pode ser resiliente se não acreditar em si mesmo, é preciso entender que sempre surgirão obstáculos a serem superados e que não basta só encarar eles de frente é preciso estar preparado para um revés, sem medo, ninguém nasce sabendo de tudo. A capacidade do ser humano de superar as adversidades é sim uma  das coisas mais surpreendentes e complexas de se falar, histórias como nos filmes Jerry Maguire – A Grande Virada e À Procura da Felicidade mostram que cada um de nós tem a capacidade de mudar o mundo, de mudar o nosso mundo, e que viver é uma dádiva e não podemos desperdiçar ou jogar fora um presente tão belo com problemas muitas vezes pequenos, que não merecem nem metade de nossa atenção ou frustração, como diria Renato Russo: Nunca deixe que te digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo ou que você nunca vai ser alguém!(...) Confie em si mesmo, quem acredita sempre alcança! 


Alvorada

Enfim uma bela alvorada
E mais bela não poderia ser
Surgindo de dentro da alma
Iluminando todo um viver

Dando um rumo nesta estrada
Dando forças para seguir
Estremesse e também acalma
É tudo que se quer ouvir
É o som da voz amada
É ela querendo te ver
É a mais doce risada

Algo que nunca se quer perder
Quero só você e mais nada
Só isso que posso querer 

Mário Filgueira



terça-feira, 15 de abril de 2014

The Book Is On The Table

        No interior de cada ser humano há uma história sendo escrita, e os capítulos dessa história possuem os mais variados temas, desfechos e reviravoltas, muitas vezes encontram-se trechos nos quais não gostaríamos de saber, mas que são de suma importância para compreensão de muitos desfechos, para se compreender causas, ações e consequências, muitas vezes é difícil aceitar que as coisas simplesmente acontecem, é difícil desapegar de velhos fantasmas, que já estão mortos, mas insistem em nos amedrontar, ter medo de passar uma página ruim ao pensar que a próxima será similar a anterior não é medo, é covardia, assim como passar depressa demais uma página nova pelo mesmo motivo, não é sapiência, é estupidez.

       A grande verdade é que por mais que se diga que é assim ou assado, cada um tem sua maneira de pensar, e realmente não é preciso dizer como cada um deve viver sua vida, contudo, é possível alertar a sábia frase de Winston Churchill  “-Se você continuar fazendo o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve” como também, a de Peter Ellyard  “- Se você não viver no futuro hoje, viverá no passado amanhã” por essa razão não se deve lutar por um final feliz, mas por um durante duradouro e desfrutável. 


Queísmo Filosófico
O que tiver de ser
O que o destino desenhar
O que Deus quiser
O que a vida mostrar
O que um sorriso disser
O que ver em um olhar
O que se pode entender
O que o acaso criar
O que se sonha em ter
O que se quer abraçar
O que não se quer perder
O que se vale a pena lutar
O que é difícil compreender
O que o amor fará
O que é possível saber?
É o que só o tempo dirá
Mário Filgueira

terça-feira, 5 de abril de 2011

Caminho das Pedras


Caminhando nas areias da praia, nas cidades, nos campos, nas ruas, sempre encontramos pedras pelo chão, tropeçamos por muitas vezes em pedras que parecem tão similares as mesmas pedras de tropeços passados, que nos perguntamos se seria possível deixar de tropeçar, ou simplesmente tropeçar de uma forma menos violenta, sem dor, sem susto. Eis que, um dia, você apanha uma dessas pedras e vê o quão insignificante ela é, e ao mesmo tempo, forte, não pode ser destruída com as mãos, daí, você se vê movido pela dor, raiva, sentimentos que nunca vão resolver nada, apenas serão mais um ingrediente, uma peça, dentro de um complexo quebra-cabeça chamado: ser humano, e você, se pergunta, o porquê continuar a fazer as mesmas coisas, andar pelas mesmas estradas cobertas de pedras idênticas uma das outras? Seja como for, tente o que tentar, você é você, você nunca será outra pessoa, você pode até mudar, mas dentro de você, você é o mesmo, você busca alguma coisa, você quer chegar a algum lugar, e antes que você se canse desse jogo de “você’s” saiba que você agora, pode até ser completamente diferente de você, agora, mas saiba, você sempre foi o mesmo.




Novos Ares

Quando o silencio é seu melhor amigo
E as palavras não chegam aos ouvidos
De quem tanto se quer consigo
De quem está com o coração ferido


Recordando tempos mortos
Quando se tenta correr sem destino
Sem querer ser mais um dos corpos
Deixados para viver sem um caminho

Para que viver em irá?
Se o irá não nem te leva o lugar algum
Para que viver sofrendo?
Se o sofrimento te deixa em lugar nenhum

Então se tenta mudar
Mas algumas coisas, nunca mudam
Só te resta mais uma vez tentar
Pois outras coisas, nunca mudam


Mário Filgueira

sábado, 8 de novembro de 2008

A Razão?

Onde estão aquelas transformações de sentimentos, os sentidos a flor da pele, pelo qual o poeta tanto preza pra compor? Vendo ao longe a 8ª página, além do que meus olhos podem enxergar, não posso escrever, não posso ter, pois isto está além do meu alcance. Mesmo que digam, que sou louco que eu vejo coisa onde não há, eu procuro pensar mais no por que me sinto vazio, e por que sinto que aquele amanhã nunca vai chegar. Estou perdendo as esperanças, acho que é melhor parar de pensar e deixar esse vazio me dominar, ao menos ele me faz esquecer a dor do passado, eu não consigo entender o porquê das coisas, e estou começando a ficar cansado de procurar as respostas. Que o tempo me ajude, pois eu não estou conseguindo mais me ajudar.


Surdo Inconsciente

Por mais que tente
Não vejo a explicação
Mesmo que invente
Estaria na escuridão

É algo que não sai da mente
Mesmo com essa intenção
O sangue corre fervente
Até o tolo coração

Coração que não entende
O que diz a razão
Pois é surdo inconsciente
Vê, mas não estende a mão

Mas um dia se aprende
Querendo ou não
Assim sigo em frente
E
não cairei no chão

Mário Filgueira