
Então me perco entre as páginas seis e sete, enquanto ouço o terceiro imperdoável, sentindo uma neblina fria e ao mesmo tempo quente, pairando no ar, esperando que eu a atravesse, enquanto presencio mais uma página de minha vida sendo passada, muitos pensamentos errados são mencionados na tentativa de me ferir, é duro saber que a mesma boca que sorri, e a mesma que se cala, é a mesma que você jamais poderia imaginar dizer coisas pelas quais, você jamais pensaria que pudessem ser pronunciadas por alguém com quem tem uma sintonia tão pura, é difícil adquirir certos bens nessa vida, a confiança é o bem mais precioso que você pode ter, mas quando você sente que não confia em você, de alguma forma, você reflete e pensa, por que confessar algo que é inconfessável. Será que não posso cometer erros? Isso seria imperdoável? Eu posso pensar assim? Nunca ter escutado “– Eu te amo” me torna um ser inamável? Depois de tudo isso, por que não sinto dor? Por que ainda sinto-me vazio? Saber dessas coisas não me fere? Será que sou incessível, ou apenas me conformei com esse destino? Não, esse não é o meu destino, não é o seu também, ainda não estou nem na metade da vida, e enquanto há vida, ainda há esperança, enquanto ainda há esperança, ainda há possibilidade de ser feliz, pois se eu não acreditasse que a busca pela felicidade não fosse o sentido da vida, eu já teria começado a escrever minha carta de despedida.

O Imperdoável
A cura não pôde encontrar
Para um coração cego
Que não poderia amar
Apenas alimentava o ego
O imperdoável se atirou
Mas nunca quis cair
A mão que o segurou
É a mesma que viu partir
E sem olhar pra trás
Ele continua a caminhar
Em busca de sua paz
Sabe que é preciso acreditar
Corre atrás do ilusório sonho
Algo que ainda não pode encontrar
Mário Filgueira
A cura não pôde encontrar
Para um coração cego
Que não poderia amar
Apenas alimentava o ego
O imperdoável se atirou
Mas nunca quis cair
A mão que o segurou
É a mesma que viu partir
E sem olhar pra trás
Ele continua a caminhar
Em busca de sua paz
Sabe que é preciso acreditar
Corre atrás do ilusório sonho
Algo que ainda não pode encontrar
Mário Filgueira
2 comentários:
Isso me soa um pouco obscuro..
Mais ainda assim acho lindo seu lado poeta.
=]
xD
Postar um comentário