Talvez eu encontre
Mesmo sem perceber
De repente no horizonte
Ainda longe, distante.
Caminhando para me ver
Desisto de entender
O que é irrelevante.
Dias, tardes, noites, buscando e esperando outros dias, tardes e noites, esperando colher frutos maduros pela paciência, e movidos pela coragem do subir no pé, sem medo da queda. Medo, sentimento inconscientemente consciente dos seres vivos desde os primórdios, cabe ao medo caminhar junto ao bom senso, para evitar sofrimento, dor, morte. Sem os dois, nós não estaríamos onde estamos, devemos aos dois nossas maiores conquistas, e não se trata de medrosos e covardes ou corajosos e valentes, mas sim de saber o momento certo de correr atrás do que se sonha, ou sofrer pelo medo de tentar. Sim, todos nós já ouvimos algo do gênero, mas o que torna o ser humano algo tão belo é justamente o fato de não existir um ser humano igual a outro, e como tal, isso os tornam únicos. E dentre essa leva de indivíduos, existem aqueles nos quais nos apegamos mais, que são os chamados, amigos. Deles, você não tem medo, você confia, então, quando se sente medo de dizer certas coisas, quando se toca de que o que se sentia antes é diferente do que se sente agora, quando vê aquilo que estava adorando ter, partir, ou estar prestes a partir, e se tocar de que aquela pessoa é MUITO importante para você. Nesse momento, mil perguntas vêm a sua mente, sobre o que você sente, e não se sabe ao certo que caminho seguir, e mesmo sem entender o que está acontecendo, o medo e a coragem alternam as atitudes, e antes que aja um vencedor, você se toca, é a vida, não importa o quão você seja corajoso ou covarde! Isso não vai mudar nada! O que importa, é que o que quer que aconteça, você deve seguir em frente. Sempre!
Um novo velho sentimento
Surge um caminho ou um destino?
Uma história, ou um momento?
Duvidas que se tornaram respostas
E não há mais nada que se faça
A não ser dar as costas
Até o escutar de um sorriso
De uma voz
De um pedido
Que traz conforto
E não um castigo

Epílogo Completo!
Eu escreveria mais versos
Se os versos te fizessem voltar
De uma vida noutro universo
Que insiste em nos separar
É duro pensar no que dizer
Se no dia que te encontrar
Eu terei tanto para fazer
Tantos lugares para visitar

Caminhando nas areias da praia, nas cidades, nos campos, nas ruas, sempre encontramos pedras pelo chão, tropeçamos por muitas vezes em pedras que parecem tão similares as mesmas pedras de tropeços passados, que nos perguntamos se seria possível deixar de tropeçar, ou simplesmente tropeçar de uma forma menos violenta, sem dor, sem susto. Eis que, um dia, você apanha uma dessas pedras e vê o quão insignificante ela é, e ao mesmo tempo, forte, não pode ser destruída com as mãos, daí, você se vê movido pela dor, raiva, sentimentos que nunca vão resolver nada, apenas serão mais um ingrediente, uma peça, dentro de um complexo quebra-cabeça chamado: ser humano, e você, se pergunta, o porquê continuar a fazer as mesmas coisas, andar pelas mesmas estradas cobertas de pedras idênticas uma das outras? Seja como for, tente o que tentar, você é você, você nunca será outra pessoa, você pode até mudar, mas dentro de você, você é o mesmo, você busca alguma coisa, você quer chegar a algum lugar, e antes que você se canse desse jogo de “você’s” saiba que você agora, pode até ser completamente diferente de você, agora, mas saiba, você sempre foi o mesmo.
Novos Ares
Quando o silencio é seu melhor amigo
E as palavras não chegam aos ouvidos
De quem tanto se quer consigo
De quem está com o coração ferido